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Destinação final

No último post falamos sobre os tipos resíduos e suas classificações (acho válido esse tipo de menção com um link para o post), e a pergunta agora é: para onde vai todo esse lixo?

A destinação dos resíduos que produzimos podem ser destinadas de diferentes formas, de acordo com o estado físico, do material ou de outras características daquele resíduo. O fato é que a maioria desses resíduos poderiam ser reaproveitados de alguma forma. Mas a realidade é outra, e a grande maioria acaba sendo destinada para aterros sanitários ou para lixões à céu aberto.

Os lixões são áreas localizadas à céu aberto, onde são depositados todos os tipo de resíduos, sem nenhum tipo de controle, ou de tratamento. O chorume infiltra no solo, atinge o lençol freático, e contamina toda a água utilizada no nosso consumo. É a pior forma de destinar os resíduos produzidos. Segundo a International Solid Waste Association , nosso país gasta cerca de R$1,5 bilhão todos os anos com o sistema de saúde pública por causa dos lixões. Estima-se que aproximadamente 1% da população desenvolva doenças devido à destinação inadequada dos resíduos sólidos. Existem quase 3 mil lixões ativos no Brasil ainda, e a expectativa não é de eliminá-los tão cedo.

Os aterros sanitários são áreas controladas, possuem um solo preparado para que não haja contaminação das áreas do entorno e monitora as emissões de gases provenientes da decomposição dos resíduos. É uma opção muito melhor que os lixões, mas a má notícia, é que muitos resíduos vão parar por lá, enquanto poderiam ser reaproveitados. E muitos desses resíduos vão permanecer por lá, por MUITOS anos. Imagina um plástico que demora mais de 400 anos para se decompor? A escova de dente que você trocou mês passado vai ficar alguns bons anos no meio ambiente ainda. Muitos desses resíduos poderiam ser reaproveitados e utilizados como matéria prima em novos processos, ou seja, estamos enterrando dinheiro.

O reaproveitamento é feito através da reciclagem, que é a melhor forma de descartar um resíduos, pois isso significa que ele será transformado em um novo produto. Porém para isso acontecer, dependemos de alguns fatores como a separação correta dentro da nossa casa, ou ambiente de trabalho, e dispor de coleta seletiva na nossa cidade. Hoje somente 17% das cidades brasileiras possuem coleta seletiva. O restante vem do trabalho informal de catadores e associações que fazem a coleta do lixo por ai. Através da coleta seletiva, esses resíduos passam por um processo de triagem, onde são separados de acordo com as suas características (papel, plástico, metal, vidro, etc) e reaproveitados em um novo processo. A compostagem por exemplo, é a reciclagem do lixo orgânico. 

Temos ainda o processo de incineração, que consiste na queima dos resíduos, usando fornos, com altas temperaturas, e muito oxigênio. Essa junção promove a formação de cinzas inertes, reduzindo em muito o volume dos resíduos. É pouco usado no Brasil, e é utilizado mais para o descarte de resíduos do serviço de saúde, por terem alto risco de contaminação.

Infelizmente, uma pesquisa do Ibope feita em 2018 mostrou que 66% da população sabia pouco ou quase nada sobre a coleta seletiva, e 39% não separavam o lixo. Uma outra pesquisa feita pelo instituto Ipsos em 2019, mostra que 54% dos brasileiros não entendem como funciona a reciclagem em sua região. Ou seja, temos um problema sério de educação ambiental.

Por isso, como sempre falamos por aqui, precisamos repensar nossos hábitos, rever nossa forma de consumo, e entender que quando jogamos algo “fora”, esse fora continua sendo dentro do mesmo planeta que habitamos, e de alguma forma isso vai voltar pra gente. Então, vamos combinar que a partir de hoje, você vai começar a procurar a melhor forma de descarte para o lixo que você produz?

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